Hérnia umbilical é perigosa se não for tratada?

Atualizado em: 03/04/2025

A hérnia umbilical pode parecer inofensiva, mas quando não tratada, pode levar a complicações graves, como dor intensa e obstrução intestinal. Saber quando a cirurgia é necessária e como se recuperar adequadamente é essencial para evitar problemas. Descubra os riscos e cuidados dessa condição. Entenda mais sobre esse assunto!

Pessoa com as mãos sobre o abdômen inferior demonstrando dor ou desconforto, vestindo blusa cinza e calça preta, em fundo neutro.

A hérnia umbilical ocorre quando uma porção do intestino ou tecido gorduroso atravessa uma fraqueza na parede abdominal, próxima ao umbigo. 

Adultos podem desenvolvê-la especialmente devido a esforços repetitivos, obesidade ou gravidez. 

Em muitos casos, a condição não causa sintomas graves, mas, se não tratada, pode levar a complicações, como estrangulamento do tecido herniado. 

Neste artigo, abordaremos quais os riscos de uma hérnia umbilical não tratada, quando a cirurgia se torna necessária e os cuidados essenciais no pós-operatório para evitar complicações. Leia até o final e saiba mais!

Quais os riscos de uma hérnia umbilical não tratada?

Na maioria dos casos, a hérnia umbilical é assintomática. No entanto, pode trazer riscos significativos se não acompanhada.

  • Aumento da hérnia: Com o tempo, a hérnia pode crescer, tornando-se mais dolorosa e dificultando a realização de atividades cotidianas.
  • Dor e desconforto: Ocorrem especialmente ao tossir, levantar pesos ou realizar esforços físicos.
  • Risco de encarceramento: Parte do intestino pode ficar presa na abertura herniária, levando a dor intensa e risco de complicações mais graves.
  • Estrangulamento: Quando o fluxo sanguíneo para o intestino herniado é interrompido, ocorre necrose do tecido, podendo resultar em uma infecção grave e risco de morte.

Pacientes com fatores de risco, como obesidade, gestação múltipla e doenças crônicas que aumentam a pressão abdominal, devem estar atentos. 

Qualquer alteração no tamanho da hérnia, dor intensa ou sintomas digestivos pode indicar um problema mais sério.

Quando a cirurgia se torna necessária?

Nem toda hérnia umbilical exige intervenção cirúrgica imediata, mas em alguns casos, a cirurgia é essencial para evitar complicações.

A cirurgia é recomendada quando:

  • A hérnia cresce progressivamente, causando incômodo estético ou funcional.
  • dor intermitente ou desconforto, dificultando atividades diárias.
  • Ocorre encarceramento agudo, impedindo a recolocação do tecido herniado para dentro da cavidade abdominal.
  • Surge estrangulamento, uma emergência médica caracterizada por dor intensa, náusea, vômito e endurecimento da região umbilical.

O procedimento cirúrgico pode ser feito por laparoscopia ou cirurgia aberta, dependendo do tamanho da hérnia e do perfil do paciente. 

Em casos simples, a recuperação é rápida, com alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte. Já em casos mais graves, como os de estrangulamento, o pós-operatório pode ser mais complexo.

Cuidados essenciais no pós-operatório para evitar complicações

Após a cirurgia de hérnia umbilical, seguir os cuidados adequados é essencial para uma recuperação tranquila e para evitar recidivas.

  • Repouso adequado: Nos primeiros dias, evitar esforços físicos, incluindo levantar objetos pesados e atividades de impacto.
  • Uso de cinta abdominal: Pode ser recomendado para auxiliar na sustentação da parede abdominal e reduzir o risco de recidiva.
  • Higienização da incisão: Manter a região limpa e seca ajuda a evitar infecções pós-operatórias.
  • Dieta equilibrada: Alimentos ricos em fibras e hidratação adequada previnem constipação, evitando esforço ao evacuar.
  • Acompanhamento médico: Retornar para avaliação conforme orientação médica garante que a recuperação esteja ocorrendo conforme o esperado.

A maioria dos pacientes retorna às atividades normais em poucas semanas, mas a prática de atividades físicas mais intensas deve ser retomada apenas com liberação médica. 

Desconsiderar essas orientações pode comprometer a cicatrização e aumentar o risco de recorrência da hérnia.

Seguir todas as recomendações médicas e relatar qualquer sintoma incomum no pós-operatório é essencial para garantir uma recuperação completa e sem complicações.

Dr Bruno Hernani Hernia Clinic

Dr. Bruno Hernani

CRM: 145852

CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO - RQE Nº: 60456

CIRURGIA GERAL - RQE Nº: 60455

Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; Residência em Cirurgia Geral pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Membro Titular Especialista do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva; Associate Fellow do American College of Surgeons (EUA);

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