A hérnia umbilical pode parecer inofensiva, mas quando não tratada, pode levar a complicações graves, como dor intensa e obstrução intestinal. Saber quando a cirurgia é necessária e como se recuperar adequadamente é essencial para evitar problemas. Descubra os riscos e cuidados dessa condição. Entenda mais sobre esse assunto!

A hérnia umbilical ocorre quando uma porção do intestino ou tecido gorduroso atravessa uma fraqueza na parede abdominal, próxima ao umbigo.
Adultos podem desenvolvê-la especialmente devido a esforços repetitivos, obesidade ou gravidez.
Em muitos casos, a condição não causa sintomas graves, mas, se não tratada, pode levar a complicações, como estrangulamento do tecido herniado.
Neste artigo, abordaremos quais os riscos de uma hérnia umbilical não tratada, quando a cirurgia se torna necessária e os cuidados essenciais no pós-operatório para evitar complicações. Leia até o final e saiba mais!
Quais os riscos de uma hérnia umbilical não tratada?
Na maioria dos casos, a hérnia umbilical é assintomática. No entanto, pode trazer riscos significativos se não acompanhada.
- Aumento da hérnia: Com o tempo, a hérnia pode crescer, tornando-se mais dolorosa e dificultando a realização de atividades cotidianas.
- Dor e desconforto: Ocorrem especialmente ao tossir, levantar pesos ou realizar esforços físicos.
- Risco de encarceramento: Parte do intestino pode ficar presa na abertura herniária, levando a dor intensa e risco de complicações mais graves.
- Estrangulamento: Quando o fluxo sanguíneo para o intestino herniado é interrompido, ocorre necrose do tecido, podendo resultar em uma infecção grave e risco de morte.
Pacientes com fatores de risco, como obesidade, gestação múltipla e doenças crônicas que aumentam a pressão abdominal, devem estar atentos.
Qualquer alteração no tamanho da hérnia, dor intensa ou sintomas digestivos pode indicar um problema mais sério.
Quando a cirurgia se torna necessária?
Nem toda hérnia umbilical exige intervenção cirúrgica imediata, mas em alguns casos, a cirurgia é essencial para evitar complicações.
A cirurgia é recomendada quando:
- A hérnia cresce progressivamente, causando incômodo estético ou funcional.
- Há dor intermitente ou desconforto, dificultando atividades diárias.
- Ocorre encarceramento agudo, impedindo a recolocação do tecido herniado para dentro da cavidade abdominal.
- Surge estrangulamento, uma emergência médica caracterizada por dor intensa, náusea, vômito e endurecimento da região umbilical.
O procedimento cirúrgico pode ser feito por laparoscopia ou cirurgia aberta, dependendo do tamanho da hérnia e do perfil do paciente.
Em casos simples, a recuperação é rápida, com alta hospitalar no mesmo dia ou no dia seguinte. Já em casos mais graves, como os de estrangulamento, o pós-operatório pode ser mais complexo.
Cuidados essenciais no pós-operatório para evitar complicações
Após a cirurgia de hérnia umbilical, seguir os cuidados adequados é essencial para uma recuperação tranquila e para evitar recidivas.
- Repouso adequado: Nos primeiros dias, evitar esforços físicos, incluindo levantar objetos pesados e atividades de impacto.
- Uso de cinta abdominal: Pode ser recomendado para auxiliar na sustentação da parede abdominal e reduzir o risco de recidiva.
- Higienização da incisão: Manter a região limpa e seca ajuda a evitar infecções pós-operatórias.
- Dieta equilibrada: Alimentos ricos em fibras e hidratação adequada previnem constipação, evitando esforço ao evacuar.
- Acompanhamento médico: Retornar para avaliação conforme orientação médica garante que a recuperação esteja ocorrendo conforme o esperado.
A maioria dos pacientes retorna às atividades normais em poucas semanas, mas a prática de atividades físicas mais intensas deve ser retomada apenas com liberação médica.
Desconsiderar essas orientações pode comprometer a cicatrização e aumentar o risco de recorrência da hérnia.
Seguir todas as recomendações médicas e relatar qualquer sintoma incomum no pós-operatório é essencial para garantir uma recuperação completa e sem complicações.