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Hérnia Inguinal

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Caracterizada pelo surgimento de um abaulamento na região da virilha, a hérnia inguinal é uma alteração resultante da existência de um ponto fraco na musculatura da região inferior da parede abdominal. Esses músculos suportam pressões muito altas, e uma eventual fraqueza ou orifício desde a infância, podem fazer com que o conteúdo interno atravesse a região muscular em direção ao plano da pele, formando assim a protuberância.

A hérnia inguinal é mais comum em indivíduos do sexo masculino, e pode se manifestar em qualquer fase da vida — embora seja mais frequente nos extremos da vida, ou seja, em recém-nascidos ou em idosos. Pessoas que têm o hábito de fumar ou sofrem de constipação intestinal também apresentam maior tendência ao problema, já que essas são situações que contribuem para uma maior pressão abdominal.

Esta maior frequência da alteração em homens é justificada pela forma como acontece o desenvolvimento intrauterino dos meninos: os testículos são formados dentro do abdômen e, por volta do 7º ou 8º mês de gestação, forma-se um túnel para que eles passem pela região inguinal (virilha) e cheguem até a bolsa escrotal. Nas meninas, esse canal se forma para permitir a passagem dos ligamentos de fixação do útero.

Em ambos os casos, este canal deve cicatrizar e desaparecer antes do nascimento, deixando apenas um pequeno orifício que recebe o nome de anel inguinal — por onde, no homem, os vasos do testículo e o ducto deferente passam em direção a bolsa escrotal. Em algumas pessoas, pode acontecer de este canal não fechar adequadamente, deixando uma área vulnerável por onde os órgãos internos podem herniar.

Principais dúvidas sobre a Hérnia Inguinal

Existem dois tipos de hérnia inguinal: a direta e a indireta. O primeiro caso ocorre quase que exclusivamente em homens, e geralmente ocorre após longo tempo de esforços físicos. Este é um problema que se desenvolve com o tempo, geralmente se manifestando em pacientes em idade adulta.

A do tipo indireto, por sua vez, é mais comum em bebês e adultos jovens, e está associada a um problema congênito. Isso significa que o ponto frágil por onde ocorre a herniação, é o anel inguinal que não sofreu uma cicatrização e fechamento adequado. Este é o tipo mais frequente de hérnia inguinal, podendo afetar até 3% dos meninos e 1% das meninas.

Os sintomas de hérnia inguinal mais comuns são:

  • Aparecimento de protuberância ou inchaço da região da virilha;
  • Dor ou desconforto na virilha ao se levantar, curvar ou levantar peso;
  • Sensação de peso na virilha.

O encarceramento é uma complicação da hérnia que pode trazer sérios riscos à saúde do paciente. Este problema ocorre quando o conteúdo que saiu da cavidade abdominal não consegue retornar a seu posicionamento original, ficando preso.

A hérnia inguinal pode evoluir ainda para um processo de estrangulamento, em que o órgão preso para de receber fornecimento sanguíneo, o que pode levar à necrose e morte dos tecidos internos. Esta é uma intercorrência grave, que requer um atendimento de emergência para que não haja risco à vida do paciente.

No caso da hérnia encarcerada ou estrangulada, os sintomas mais frequentes são:

  • Dor intensa na região da hérnia;
  • Inchaço na região inguinal;
  • Endurecimento da protuberância com ou sem vermelhidão local.

Também podem estar associados:

  • Vômitos e náuseas;
  • Distensão abdominal;
  • Ausência de fezes;

O diagnóstico da hérnia inguinal é feito por um especialista após um exame clínico, sendo que na maioria dos casos não é necessário realizar avaliações complementares. Em algumas situações, entretanto, uma ultrassonografia e/ou tomografia computadorizada podem ser solicitadas para uma melhor análise da situação.

Chamada de herniorrafia inguinal, a cirurgia para hérnia inguinal é o único tratamento possível para esta alteração. Trata-se de um procedimento considerado simples, desde que o paciente não apresente complicações em relação à doença. Existem três possibilidades para a realização desta operação, todas com igual eficiência no tratamento da alteração:

  • Cirurgia aberta;
  • Cirurgia laparoscópica;
  • Cirurgia robótica.

A escolha da metodologia mais adequada é feita pelo cirurgião especialista em hérnia, após consulta e avaliação criteriosa. Não existe uma técnica cirúrgica definitiva e que serve para todas as situações: cada caso é único, e o paciente é tratado de acordo com suas necessidades e particularidades.

Homens com hérnias inguinais pequenas e que não apresentam sintomas, por exemplo, podem ser apenas acompanhados. Isso acontece porque o risco de complicações graves neste caso é muito baixo, permitindo que a espera seja uma estratégia segura. O acompanhamento é essencial, pois muitas hérnias na virilha podem começar a causar problemas, mesmo que não apresentem sintomas.

Procurar por um profissional de saúde especializado no tratamento de hérnia inguinal é essencial para garantir uma rápida recuperação cirúrgica, evitando qualquer problema ou intercorrência.

Mesmo nos casos em que a hernioplastia é considerada de pequeno porte ou utiliza métodos minimamente invasivos, é essencial que o paciente seja submetido a cuidados pré-operatórios que envolvem a realização de exames gerais e coagulograma. Na maioria dos casos, normalmente, não são necessários exames de maior complexidade.

O procedimento dura cerca de 60 minutos, com curto período de internação. Dependendo das características da hérnia inguinal que está sendo tratada, a cirurgia pode ser feita com uso de anestesia local (somente na área da hérnia), regional (em uma região maior do corpo) ou geral (corpo inteiro).

Independentemente da metodologia e anestesia escolhida pela equipe médica, em todos os casos a cirurgia consiste no reposicionamento do órgão herniado dentro da cavidade abdominal. Em seguida, o cirurgião pode ou não fechar a abertura existente com pontos, a depender do tipo de hérnia. Uma tela cirúrgica é inserida na região para reforçar a parede abdominal e reduzir as chances de que o problema retorne.

O período de repouso necessário é de aproximadamente duas semanas, período em que o paciente deve fazer uso dos medicamentos receitados e evitar esforço abdominal. A retomada da prática de exercícios físicos é feita geralmente 30 dias após o procedimento e após liberação médica.

Com uma equipe profissional especializada no tratamento de hérnias abdominais, a Hernia Clinic oferece todas as opções de tratamento cirúrgico para hérnia inguinal, identificando e realizando a melhor estratégia para cada caso. Entre em contato para saber mais.

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