Divertículos no intestino podem ser inofensivos, mas em casos de inflamação ou complicações graves a cirurgia pode ser necessária. Entenda o que são, os sinais de alerta e as opções de prevenção para evitar problemas maiores. Manter-se informado é essencial para cuidar da saúde. Entenda mais sobre esse assunto!

Divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino, principalmente no cólon, e estão associados a uma condição chamada diverticulose.
Com prevalência crescente, os divertículos podem ser assintomáticos ou causar desconforto abdominal e complicações graves, como infecções ou perfurações.
Neste artigo, abordaremos o que são os divertículos e como afetam o intestino, quando a cirurgia é indicada e como prevenir complicações relacionadas a essa condição. Leia até o final e saiba mais!
O que são divertículos e como eles afetam o intestino?
Divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino, principalmente no cólon, como resultado de pontos de fraqueza estrutural na musculatura intestinal.
Essa condição é mais comum em indivíduos acima de 40 anos, com prevalência aumentando com a idade. A maioria dos casos é assintomática, caracterizando uma condição chamada diverticulose.
Embora geralmente inofensivos, os divertículos podem evoluir para uma condição chamada diverticulite, caracterizada por inflamação e infecção. Os sintomas incluem:
- Dor abdominal intensa, geralmente no lado esquerdo.
- Febre e mal-estar geral.
- Alterações no hábito intestinal, como diarreia ou constipação.
Quando não tratada, a diverticulite pode levar a complicações graves, como perfuração intestinal, abscessos e peritonite. Esses quadros exigem atenção médica imediata e podem necessitar de internação hospitalar.
A formação de divertículos está associada a fatores como baixa ingestão de fibras, obesidade, sedentarismo e envelhecimento.
Apesar disso, nem todos os casos evoluem para complicações. Entender a condição é essencial para identificar sinais de alerta e buscar tratamento adequado.
Quando a cirurgia é a melhor opção para tratar divertículos?
A cirurgia para tratar divertículos no intestino é geralmente recomendada em situações onde há risco significativo de complicações graves ou em casos de diverticulite recorrente. As principais indicações incluem:
- Perfuração intestinal, que pode causar peritonite.
- Abscessos não controlados por drenagem.
- Estenoses (estreitamentos) que dificultam a passagem intestinal.
- Fístulas que conectam o intestino a outros órgãos, como a bexiga.
Além disso, pacientes com episódios frequentes de diverticulite que impactam na qualidade de vida também podem ser indicados para intervenção cirúrgica eletiva. O objetivo é remover a parte do intestino afetada pelos divertículos.
Existem dois tipos principais de cirurgia:
- Colectomia parcial: remove o segmento do cólon afetado e reconecta as extremidades saudáveis.
- Cirurgia de emergência: em casos graves, pode incluir a criação de uma colostomia temporária para permitir a recuperação do intestino.
A decisão de operar depende de fatores como a gravidade dos sintomas, a idade do paciente e a presença de outras condições de saúde.
Consultar um cirurgião do aparelho digestivo e realizar exames como tomografia abdominal são passos cruciais para determinar o melhor tratamento.
Como prevenir complicações associadas aos divertículos?
A prevenção de complicações associadas aos divertículos começa com mudanças no estilo de vida e na dieta.
A principal estratégia é adotar uma alimentação rica em fibras, que ajuda a manter o funcionamento regular do intestino e reduz a pressão interna, prevenindo a formação de novos divertículos.
Dicas práticas para prevenção:
- Consuma frutas, legumes, grãos integrais e sementes.
- Beba bastante água para ajudar na digestão das fibras.
- Pratique atividades físicas regularmente para melhorar a saúde intestinal.
Além disso, evitar o uso excessivo de laxantes e analgésicos anti-inflamatórios pode reduzir o risco de irritação intestinal.
Para pessoas que já têm diverticulose, é fundamental monitorar os sinais de alerta, como dor abdominal persistente ou mudanças nos hábitos intestinais, e realizar exames preventivos, como colonoscopia, de acordo com as recomendações médicas.
Com esses cuidados, é possível minimizar os riscos de complicações graves e evitar a necessidade de intervenções mais invasivas, como a cirurgia. A prevenção é o melhor remédio para manter o intestino saudável.