Hérnia em paciente com cirrose hepática. O que é e como tratar?

Atualizado em: 12/02/2025

A hérnia em pacientes com cirrose hepática é um problema desafiador, agravado pela ascite e riscos cirúrgicos. O tratamento exige planejamento minucioso para garantir segurança. Entenda a relação entre essas condições, as opções de manejo e os cuidados necessários para minimizar complicações. Entenda mais sobre esse assunto!

Modelo anatômico de um fígado humano com detalhes em relevo, destacando doenças hepáticas. Um instrumento aponta para uma região específica do órgão.

Pacientes com cirrose hepática frequentemente desenvolvem hérnias, como umbilicais e inguinais, devido ao aumento da pressão abdominal causado pela ascite. 

Essa combinação apresenta desafios significativos, especialmente no manejo cirúrgico, devido ao risco elevado de complicações. O tratamento deve ser cuidadosamente planejado para equilibrar benefícios e riscos. 

Neste artigo, abordaremos a relação entre hérnia e cirrose hepática, as opções de tratamento disponíveis e os cuidados essenciais para esses pacientes. Leia até o final e saiba mais!

A relação entre hérnia e cirrose hepática: como uma condição agrava a outra

A cirrose hepática é uma condição crônica caracterizada pela presença de dano irreversível ao fígado e que em estágios mais avançados leva ao desenvolvimento de ascite, o acúmulo de líquido no abdômen. 

A presença de ascite leva a um aumento da pressão abdominal e enfraquece as paredes musculares, predispondo à formação de hérnias, especialmente na região umbilical. 

Estima-se que cerca de 20% a 40% dos pacientes com cirrose e ascite desenvolvam algum tipo de hérnia.

As hérnias em pacientes cirróticos são particularmente preocupantes devido aos seguintes fatores:

  • Ascite persistente: A presença de líquido aumenta o risco de crescimento da hérnia e complicações, como encarceramento ou estrangulamento.
  • Fragilidade da parede abdominal: A fraqueza muscular dificultada pela baixa produção de proteínas agrava a condição.
  • Coagulopatia: Pacientes com cirrose frequentemente apresentam problemas de coagulação, aumentando os riscos de sangramentos em caso de cirurgia.

Além disso, o estado geral debilitado do paciente e a presença de complicações da cirrose, como encefalopatia hepática, podem dificultar o manejo clínico e cirúrgico.

O diagnóstico precoce e um acompanhamento médico rigoroso são essenciais para evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Opções de tratamento para hérnia em pacientes cirróticos: quando a cirurgia é necessária

O manejo da hérnia em pacientes com cirrose hepática exige um equilíbrio delicado entre tratar a hérnia e evitar complicações associadas à condição hepática.

Tratamento conservador:

  • Indicado para hérnias pequenas e assintomáticas.
  • Foco em controlar a ascite com diuréticos e restrição de sódio para reduzir a pressão abdominal.
  • Uso de cintas abdominais pode aliviar desconforto e prevenir agravamento.

Indicação cirúrgica:
A cirurgia é recomendada quando:

  • Há encarceramento ou estrangulamento da hérnia.
  • O paciente apresenta dor intensa ou risco iminente de complicações.
  • A qualidade de vida é significativamente comprometida.

Considerações para a cirurgia:

  • Paracentese pré-operatória: Drenagem do líquido ascítico para reduzir a pressão intra-abdominal.
  • Estabilização clínica: Otimização da função hepática antes da cirurgia.
  • Grau de disfunção hepática: Pacientes com função hepática pior têm mais risco de complicações que os com função preservada.

Embora a cirurgia seja frequentemente eficaz, o índice de complicações, como infecções e recidiva da hérnia, é maior nesses pacientes. 

Portanto, o tratamento deve ser personalizado, com uma equipe multidisciplinar acompanhando o caso.

Cuidados pré e pós-operatórios em pacientes com cirrose e hérnia: como minimizar os riscos

O sucesso no manejo de hérnias em pacientes com cirrose depende de um planejamento rigoroso e cuidados especializados antes e depois da cirurgia.

Cuidados pré-operatórios:

  • Avaliação médica detalhada: Inclui função hepática, coagulação e estado nutricional.
  • Controle da ascite: Uso de diuréticos e, se necessário, paracentese para aliviar a pressão abdominal.
  • Otimização nutricional: Dieta rica em proteínas para melhorar a cicatrização.
  • Abordagem multidisciplinar: Envolve hepatologistas, cirurgiões digestivos e anestesistas experientes.

Cuidados pós-operatórios:

  • Monitoramento rigoroso: Atenção à ascite, sinais de infecção e função hepática.
  • Gestão da dor: Uso controlado de medicamentos, evitando aqueles que possam prejudicar a função hepática.
  • Prevenção de complicações: Inclui medidas para evitar infecção na ferida e recidiva da hérnia.
  • Acompanhamento nutricional: Suporte contínuo para promover a recuperação.

A recuperação pode ser mais lenta em pacientes cirróticos, mas com os cuidados adequados, é possível reduzir os riscos e alcançar bons resultados. 

A colaboração entre especialistas e o envolvimento ativo do paciente no processo de tratamento são cruciais para o sucesso.

Saiba mais: como é feita a cirurgia de hérnia umbilical?

Equipe Hernia Clinic

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