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O que é Hérnia de Spiegel?

Hérnia de Spiegel
23jan, 2020

Considerada um tipo raro de hérnia, a chamada Hérnia de Spiegel é caracterizada pela saída/protrusão de gordura ou de órgãos através de um defeito em uma região específica da parede abdominal.

A camada da parede abdominal onde surgem os orifícios das hérnias é composta por músculos e fáscias. Na parte lateral do abdome, aproximadamente na parte central entre o umbigo e o osso da bacia, existe uma região de intersecção de músculos que pode ser mais fraca, gerando um orifício. Esse defeito, nesta região específica do abdome, é a Hérnia de Spiegel.

A Hérnia de Spiegel é uma condição que exige tratamento cirúrgico, uma vez que há risco de complicações como o encarceramento — quando o conteúdo se torna fixo no orifício, não sendo possível reposicioná-lo dentro da cavidade abdominal. A patologia pode ser difícil de diagnosticar justamente por estar localizada em uma região incomum, e o retardo no diagnóstico pode levar à necessidade de uma intervenção emergencial.

Hérnia de Spiegel: causas e sintomas

A Hérnia de Spiegel é uma doença que está associada a um raro defeito na região anterolateral do abdome que pode ser de origem congênita ou adquirida. Isso significa que, além da propensão individual, algumas situações podem causar o aumento da pressão intra-abdominal ou favorecer o enfraquecimento da região, levando ao desenvolvimento do distúrbio. As principais são:

  • Doença pulmonar obstrutiva crônica ou tosse crônica;
  • Gravidez;
  • Traumatismo abdominal;
  • Incisão abdominal prévia na região;
  • Doenças do tecido conjuntivo ou colágeno.

O sintoma mais comum apresentado por pacientes com Hérnia de Spiegel é a sensibilidade e/ou dor abdominal, além do aparecimento de uma massa abdominal saliente na região central entre o umbigo e a crista ilíaca da bacia.

Vômitos e náuseas também podem ser relatados quando a hérnia está causando uma obstrução intestinal. A doença, porém, também pode ser totalmente assintomática.

Diagnóstico da Hérnia de Spiegel

Por ser uma manifestação rara e que se apresenta de forma clínica incaracterística, o diagnóstico da Hérnia de Spiegel é considerado desafiador. Além do exame físico com palpação, é recomendada investigação por meio da realização de ultrassonografia abdominal — que permite uma rápida caracterização do conteúdo herniário sem a necessidade de sedar o paciente.

Caso ainda existam dúvidas a respeito do diagnóstico ou exista a possibilidade de complicações, exames complementares de tomografia computadorizada podem ser indicados. A identificação precoce do problema é essencial para que o tratamento seja eficaz e não ocorra encarceramento ou estrangulamento de órgãos.

Como é o tratamento da Hérnia de Spiegel?

Levando em consideração os riscos de aumento da hérnia, de encarceramento e demais complicações, o tratamento da Hérnia de Spiegel demanda intervenção cirúrgica. O procedimento consiste no reposicionamento dos órgãos deslocados e colocação de uma tela cirúrgica para reforçar a parede abdominal com defeito. A reparação com tela é essencial para que não ocorram reincidências.

A operação pode ser realizada de maneira convencional ou por laparoscopia, que é um método minimamente invasivo e com recuperação mais precoce. Uma avaliação médica criteriosa deve apontar a melhor metodologia para cada caso, sempre considerando as particularidades do paciente, as características da Hérnia de Spiegel e as melhores chances de recuperação.

Cuidados pós-operatórios

O tempo de recuperação do paciente após a cirurgia de Hérnia de Spiegel é relativamente curto, e leva cerca de 2 semanas. Os principais cuidados recomendados nesse período são:

  • Ficar em repouso, sobretudo durante a primeira semana;
  • Tomar os remédios prescritos pelo médico;
  • Não carregar peso;
  • Se manter hidratado;
  • Consumir alimentos com alto teor de fibras para evitar prisão de ventre;
  • Se movimentar ativamente em casa para evitar trombose;
  • Não realizar atividades físicas no primeiro mês após a cirurgia de hérnia.

Vale ressaltar que o período pós-operatório é considerado delicado e, além de seguir às recomendações médicas, o paciente deve estar atento ao aparecimento de alterações consideradas incomuns. Febre, dor que não é aliviada com utilização de medicamentos, náusea persistente ou vermelhidão ao redor da região operada são alguns sinais de uma possível complicação.

Caso algum desses sintomas apareça, é recomendado procurar um médico de hérnia. Para mais informações, entre em contato com nosso centro especializado em hérnia e marque uma consulta.

Fontes:

Hérnia Clinic;

Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões.