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Quais os riscos da hérnia umbilical na gestação?

Postado em: 15/10/2026
Atualizado em: 15/10/2026

A hérnia umbilical na gestação geralmente pode ser acompanhada, mas algumas complicações exigem atenção. Conheça os riscos, os sinais de alerta que indicam necessidade de avaliação médica e como são definidos o acompanhamento e o momento adequado para tratamento cirúrgico durante ou após a gravidez. Entenda mais sobre esse assunto!

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A hérnia abdominal é uma condição caracterizada por um orifício (área de fraqueza) na parede muscular do abdômen em determinada região, que permite a projeção de uma porção do intestino ou de tecido abdominal através desse ponto para o exterior, geralmente causando um abaulamento visível na pele.

A hérnia umbilical na gestação ocorre quando conteúdo abdominal se projeta próximo ao umbigo. O crescimento uterino e o aumento da pressão abdominal podem tornar uma hérnia preexistente mais evidente.

Embora muitos casos possam ser acompanhados sem intervenção imediata, é importante reconhecer as complicações. Dor intensa, endurecimento do abaulamento e sintomas digestivos podem exigir avaliação médica diante da possibilidade de encarceramento ou estrangulamento.

Neste artigo, abordaremos os principais riscos e possíveis complicações, os sinais de alerta que exigem avaliação médica e o acompanhamento, tratamento e momento adequado para cirurgia. Leia até o final e saiba mais!

Principais riscos e possíveis complicações

A hérnia umbilical na gestação ocorre quando existe uma área de fraqueza ao redor do umbigo, permitindo a protrusão de gordura ou de estruturas abdominais para fora. Durante a gravidez, o crescimento uterino aumenta a pressão sobre a parede abdominal e pode tornar uma hérnia preexistente mais evidente ou sintomática.

Na maioria das gestantes, especialmente quando a hérnia é pequena e apresenta poucos sintomas, o acompanhamento pode ser realizado sem intervenção cirúrgica imediata. Entretanto, algumas complicações precisam ser conhecidas:

  • Aumento da dor ou do desconforto local;
  • Crescimento do abaulamento umbilical;
  • Encarceramento do conteúdo da hérnia;
  • Estrangulamento com comprometimento da circulação sanguínea;
  • Obstrução intestinal em situações específicas.

O encarceramento ocorre quando o conteúdo herniado fica preso e não retorna adequadamente para a cavidade abdominal. Já o estrangulamento acontece quando o suprimento sanguíneo desse conteúdo é comprometido, representando uma emergência cirúrgica.

Apesar dessas possibilidades, complicações graves não acontecem necessariamente em toda hérnia umbilical durante a gestação. O risco individual depende de características como tamanho do defeito, conteúdo herniado, sintomas e histórico da paciente. 

Por isso, a avaliação médica permite acompanhar alterações e definir a conduta mais adequada durante cada fase da gravidez, considerando a segurança materna e fetal individualmente.

Sinais de alerta que exigem avaliação médica

Embora muitas hérnias umbilicais possam permanecer estáveis durante a gravidez, mudanças nos sintomas merecem atenção. Dor intensa ou súbita, endurecimento do abaulamento e impossibilidade de reduzir uma hérnia anteriormente redutível podem indicar encarceramento ou estrangulamento e exigem avaliação médica rápida.

Alguns sinais que justificam procurar atendimento incluem:

  • Dor umbilical progressiva, persistente ou de início súbito;
  • Abaulamento endurecido, muito sensível ou progressivamente doloroso;
  • Alteração da coloração da pele sobre a hérnia;
  • Náuseas ou vômitos associados à dor no local;
  • Distensão abdominal importante;
  • Dificuldade para eliminar gases ou fezes;

Esses achados não confirmam isoladamente uma complicação, mas precisam ser avaliados por um profissional. O exame clínico fornece informações sobre tamanho, sensibilidade, conteúdo e possibilidade de redução da hérnia. Quando necessário, exames de imagem apropriados à gestação podem complementar a investigação.

Também é recomendável informar ao obstetra sobre uma hérnia umbilical conhecida, mesmo quando não há sintomas importantes. Assim, sua evolução pode ser acompanhada durante o pré-natal. 

Reconhecer alterações precocemente ajuda a diferenciar desconfortos relacionados ao crescimento abdominal de situações potencialmente urgentes e permite definir a abordagem adequada, considerando a condição materna e o período gestacional.

Acompanhamento, tratamento e momento adequado para cirurgia

O tratamento da hérnia umbilical na gestação deve ser individualizado. Quando a hérnia é pequena, redutível e pouco sintomática, frequentemente é possível realizar acompanhamento clínico durante a gravidez, com orientações para reconhecer sinais de complicação e reavaliações conforme a evolução dos sintomas.

Durante o acompanhamento, podem ser recomendados alguns cuidados:

  • Evitar esforços que provoquem dor ou desconforto significativo;
  • Tratar constipação e tosse persistente quando presentes;
  • Manter o acompanhamento pré-natal;
  • Observar mudanças no tamanho ou na sensibilidade da hérnia;
  • Procurar atendimento diante de sinais sugestivos de encarceramento.

A necessidade de cirurgia durante a gravidez é rara e depende do quadro clínico. Situações de encarceramento, estrangulamento ou outras complicações podem exigir tratamento cirúrgico urgente. 

Nos casos sem urgência, a decisão sobre operar durante a gestação ou aguardar o período após o parto deve considerar sintomas, características da hérnia e riscos envolvidos. Quando o reparo pode ser adiado com segurança, muitas pacientes são reavaliadas após o parto para definir a necessidade e o melhor momento da cirurgia. 

Planos de futuras gestações também podem influenciar essa decisão, porque uma nova gravidez aumenta a pressão abdominal. A escolha da técnica cirúrgica e do uso de tela depende da avaliação individual realizada pelo cirurgião.

Perguntas frequentes (FAQ)

A hérnia umbilical na gestação pode trazer riscos para a mãe ou o bebê?

Na maioria dos casos, especialmente quando pequena e pouco sintomática, a hérnia pode ser acompanhada durante a gravidez. Porém, complicações como encarceramento, estrangulamento ou obstrução intestinal exigem avaliação médica.

Quais sinais de uma hérnia umbilical na gravidez precisam de atendimento rápido?

Dor intensa ou súbita, abaulamento endurecido, alteração na cor da pele, náuseas, vômitos, distensão abdominal ou dificuldade para eliminar gases e fezes são sinais que merecem avaliação médica rápida.

O que é encarceramento ou estrangulamento de uma hérnia umbilical?

O encarceramento ocorre quando o conteúdo da hérnia fica preso e não retorna ao abdômen. Já o estrangulamento acontece quando a circulação sanguínea desse conteúdo é comprometida, caracterizando uma emergência cirúrgica.

Toda hérnia umbilical durante a gestação precisa ser operada?

Não. Quando a hérnia é pequena, redutível e apresenta poucos sintomas, geralmente é possível realizar acompanhamento clínico durante a gravidez e reavaliar a necessidade de cirurgia após o parto.

Quais cuidados podem ser recomendados para gestantes com hérnia umbilical?

Podem ser indicados cuidados como evitar esforços que provoquem dor, tratar constipação e tosse persistente, acompanhar mudanças no tamanho da hérnia e manter o pré-natal e as avaliações médicas.

Dr Iron Pires Hernia Clinic

Dr. Iron Pires

CRM: 147920

CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO - RQE Nº: 75353

CIRURGIA GERAL - RQE Nº: 75352

Dr. Iron Pires é cirurgião hepatobiliopancreático, formado em Medicina pela UFG e com especialização pela Santa Casa de São Paulo e Unifesp. Atua em hospitais de destaque em São Paulo e faz parte da equipe de transplantes da Unifesp, contribuindo também com pesquisas na área.

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