Viviane Araújo e o caso de hérnia epigástrica: os riscos de não tratar o problema

Atualizado em: 28/02/2025

A hérnia epigástrica é uma condição que pode surgir na vida adulta e, se não tratada, pode levar a complicações. Saiba como identificar os sintomas, os riscos de ignorar o problema e quando a cirurgia é necessária para evitar complicações futuras. Entenda mais sobre esse assunto!

Médico examinando a região abdominal de um paciente, com uma ilustração destacando uma hérnia epigástrica em vermelho para ilustrar a condição.

Recentemente, Viviane Araújo esteve em alta na internet devido a comentários sobre sua hérnia epigástrica, que tomou mais atenção durante os ensaios para o carnaval. A atriz já passou por três cirurgias, sendo a última após o ressurgimento da hérnia devido à gravidez. 

No entanto, a condição retornou novamente, e Viviane precisará de um novo procedimento. Apesar disso, ela relatou em suas redes sociais que só fará a cirurgia após o carnaval. 

Isso levanta questões importantes: quais os riscos da recidiva após uma correção cirúrgica? E qual a relação da gravidez com o reaparecimento da hérnia? 

A hérnia epigástrica ocorre quando parte do intestino ou tecido gorduroso ultrapassa a parede abdominal por uma fraqueza na região entre o umbigo e o osso esterno (região epigástrica), sendo mais frequente em adultos com fatores de risco como gestação, obesidade e esforços físicos intensos.

Neste artigo, abordaremos o que é a hérnia epigástrica e por que pode surgir na vida adulta, os riscos de ignorar o tratamento, quando a cirurgia é necessária e como é a recuperação. Leia até o final e saiba mais!

O que é a hérnia epigástrica e por que pode surgir na vida adulta?

A hérnia epigástrica ocorre quando uma parte do tecido abdominal, como o intestino ou gordura, se protrui através de um orifício na parede abdominal superior. Os principais fatores de risco para essa condição incluem:

  • Obesidade: o excesso de peso exerce pressão na parede abdominal.
  • Gestação: o crescimento do útero pode aumentar a fraqueza na região abdominal superior.
  • Esforço físico intenso: atividades que exigem levantamento de peso ou pressão abdominal aumentam o risco.
  • Cirurgias abdominais anteriores: podem comprometer a resistência da musculatura.

Os sintomas variam de um pequeno inchaço indolor a desconforto constante e aumento do volume da hérnia ao longo do tempo. Algumas pessoas podem conviver com a hérnia por anos sem complicações, mas o risco de agravamento existe. 

Quando ignorada, a hérnia pode crescer, tornando-se mais difícil de tratar. Além disso, há a possibilidade de estrangulamento, quando o fluxo sanguíneo para o tecido afetado é interrompido, causando necrose e exigindo cirurgia de emergência.

Os riscos de ignorar o tratamento da hérnia epigástrica

Muitas pessoas convivem com a hérnia epigástrica sem buscar tratamento imediato, principalmente quando os sintomas são leves. No entanto, negligenciar essa condição pode trazer riscos sérios, como:

  • Aumento progressivo da hérnia: quanto maior a hérnia, mais difícil se torna a correção cirúrgica.
  • Dor e desconforto constantes: conforme a hérnia cresce, o impacto na qualidade de vida aumenta.
  • Obstrução intestinal: partes do intestino podem ficar presas, dificultando a passagem do conteúdo intestinal e causando sintomas como dor intensa, inchaço e vômitos.
  • Estrangulamento da hérnia: uma das complicações mais graves, ocorre quando o tecido herniado perde a circulação sanguínea, levando à necrose e exigindo uma cirurgia de emergência.

A falta de tratamento adequado pode transformar um problema inicialmente simples em uma condição crítica. O ideal é buscar um especialista assim que os primeiros sinais aparecerem para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz no momento certo.

Quando a cirurgia é necessária e como é a recuperação?

Nem toda hérnia epigástrica exige cirurgia imediata, mas a recomendação médica depende do tamanho da hérnia, sintomas apresentados e riscos envolvidos. A cirurgia é indicada quando:

  • A hérnia cresce progressivamente.
  • Há dor ou desconforto constante.
  • O risco de complicações, como obstrução ou estrangulamento, aumenta.

O procedimento cirúrgico pode ser feito por técnica aberta ou laparoscópica, ambas com recuperação relativamente rápida. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. O pós-operatório inclui:

  • Repouso moderado: evitar esforços físicos nas primeiras semanas.
  • Uso de cinta abdominal: ajuda a dar suporte à musculatura e reduzir o desconforto.
  • Retorno gradual às atividades: exercícios físicos pesados devem ser evitados por pelo menos um mês.

Seguir as orientações médicas é essencial para evitar recidivas e garantir uma recuperação tranquila. Procurar tratamento no momento certo pode prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Dr Paulo Barros Hernia Clinic

Dr. Paulo Barros

CRM: 141104

CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO - RQE Nº: 60770

CIRURGIA GERAL - RQE Nº: 60769

Diretor Executivo da Sociedade Brasileira de Hernia; Membro da Sociedade Brasileira de Hérnia; Membro da Sociedade Americana de Hérnia.

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