A hérnia epigástrica é uma condição que pode surgir na vida adulta e, se não tratada, pode levar a complicações. Saiba como identificar os sintomas, os riscos de ignorar o problema e quando a cirurgia é necessária para evitar complicações futuras. Entenda mais sobre esse assunto!

Recentemente, Viviane Araújo esteve em alta na internet devido a comentários sobre sua hérnia epigástrica, que tomou mais atenção durante os ensaios para o carnaval. A atriz já passou por três cirurgias, sendo a última após o ressurgimento da hérnia devido à gravidez.
No entanto, a condição retornou novamente, e Viviane precisará de um novo procedimento. Apesar disso, ela relatou em suas redes sociais que só fará a cirurgia após o carnaval.
Isso levanta questões importantes: quais os riscos da recidiva após uma correção cirúrgica? E qual a relação da gravidez com o reaparecimento da hérnia?
A hérnia epigástrica ocorre quando parte do intestino ou tecido gorduroso ultrapassa a parede abdominal por uma fraqueza na região entre o umbigo e o osso esterno (região epigástrica), sendo mais frequente em adultos com fatores de risco como gestação, obesidade e esforços físicos intensos.
Neste artigo, abordaremos o que é a hérnia epigástrica e por que pode surgir na vida adulta, os riscos de ignorar o tratamento, quando a cirurgia é necessária e como é a recuperação. Leia até o final e saiba mais!
O que é a hérnia epigástrica e por que pode surgir na vida adulta?
A hérnia epigástrica ocorre quando uma parte do tecido abdominal, como o intestino ou gordura, se protrui através de um orifício na parede abdominal superior. Os principais fatores de risco para essa condição incluem:
- Obesidade: o excesso de peso exerce pressão na parede abdominal.
- Gestação: o crescimento do útero pode aumentar a fraqueza na região abdominal superior.
- Esforço físico intenso: atividades que exigem levantamento de peso ou pressão abdominal aumentam o risco.
- Cirurgias abdominais anteriores: podem comprometer a resistência da musculatura.
Os sintomas variam de um pequeno inchaço indolor a desconforto constante e aumento do volume da hérnia ao longo do tempo. Algumas pessoas podem conviver com a hérnia por anos sem complicações, mas o risco de agravamento existe.
Quando ignorada, a hérnia pode crescer, tornando-se mais difícil de tratar. Além disso, há a possibilidade de estrangulamento, quando o fluxo sanguíneo para o tecido afetado é interrompido, causando necrose e exigindo cirurgia de emergência.
Os riscos de ignorar o tratamento da hérnia epigástrica
Muitas pessoas convivem com a hérnia epigástrica sem buscar tratamento imediato, principalmente quando os sintomas são leves. No entanto, negligenciar essa condição pode trazer riscos sérios, como:
- Aumento progressivo da hérnia: quanto maior a hérnia, mais difícil se torna a correção cirúrgica.
- Dor e desconforto constantes: conforme a hérnia cresce, o impacto na qualidade de vida aumenta.
- Obstrução intestinal: partes do intestino podem ficar presas, dificultando a passagem do conteúdo intestinal e causando sintomas como dor intensa, inchaço e vômitos.
- Estrangulamento da hérnia: uma das complicações mais graves, ocorre quando o tecido herniado perde a circulação sanguínea, levando à necrose e exigindo uma cirurgia de emergência.
A falta de tratamento adequado pode transformar um problema inicialmente simples em uma condição crítica. O ideal é buscar um especialista assim que os primeiros sinais aparecerem para evitar complicações e garantir um tratamento eficaz no momento certo.
Quando a cirurgia é necessária e como é a recuperação?
Nem toda hérnia epigástrica exige cirurgia imediata, mas a recomendação médica depende do tamanho da hérnia, sintomas apresentados e riscos envolvidos. A cirurgia é indicada quando:
- A hérnia cresce progressivamente.
- Há dor ou desconforto constante.
- O risco de complicações, como obstrução ou estrangulamento, aumenta.
O procedimento cirúrgico pode ser feito por técnica aberta ou laparoscópica, ambas com recuperação relativamente rápida. Na maioria dos casos, o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. O pós-operatório inclui:
- Repouso moderado: evitar esforços físicos nas primeiras semanas.
- Uso de cinta abdominal: ajuda a dar suporte à musculatura e reduzir o desconforto.
- Retorno gradual às atividades: exercícios físicos pesados devem ser evitados por pelo menos um mês.
Seguir as orientações médicas é essencial para evitar recidivas e garantir uma recuperação tranquila. Procurar tratamento no momento certo pode prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.