Hérnia de hiato pode virar câncer? Entenda os riscos associados

Atualizado em: 12/03/2025

A hérnia de hiato ocorre quando parte do estômago sobe pelo diafragma, podendo contribuir com ocorrência de refluxo e inflamação. Mas será que essa condição pode evoluir para um câncer? Entenda os riscos associados, os fatores que influenciam essa progressão e como se prevenir. Entenda mais sobre esse assunto!

Homem idoso sentado no sofá segurando o abdômen com expressão de desconforto, representando dor abdominal ou problemas digestivos.

A hérnia de hiato ocorre quando parte do estômago se desloca para o tórax através do diafragma, podendo causar ou contribuir para a ocorrência do refluxo gastroesofágico. 

Essa condição é relativamente comum, especialmente em pessoas acima dos 50 anos. A hérnia em si não é um câncer, mas suas complicações podem aumentar o risco de problemas graves, como esofagite e até mesmo esôfago de Barrett, uma condição precursora do câncer de esôfago.

Neste artigo, abordaremos o que é a hérnia de hiato e como ela se desenvolve, os riscos da hérnia de hiato, como refluxo, inflamação e possíveis complicações, e se há uma relação entre hérnia de hiato e câncer. Leia até o final e saiba mais!

O que é a hérnia de hiato e como ela se desenvolve

A hérnia de hiato ocorre quando parte do estômago atravessa uma abertura no diafragma chamada hiato esofágico e se desloca para a cavidade torácica. Essa condição pode ser classificada em dois tipos principais:

  • Hérnia de hiato por deslizamento: a mais comum, ocorre quando a junção entre o esôfago e o estômago sobe temporariamente para o tórax.
  • Hérnia paraesofágica: menos frequente, mas potencialmente mais grave, pois parte do estômago pode ficar presa no tórax, aumentando o risco de estrangulamento gástrico.

As causas incluem fatores genéticos, envelhecimento, obesidade, tabagismo e esforço excessivo ao levantar peso ou evacuar. Os sintomas podem variar desde leves, como azia e refluxo, até mais graves, como dor torácica e dificuldade para engolir.

Embora a hérnia de hiato não seja necessariamente perigosa por si só, ela pode predispor ao refluxo gastroesofágico crônico, levando a inflamações recorrentes no esôfago. 

Riscos da hérnia de hiato: refluxo, inflamação e possíveis complicações

A hérnia de hiato pode estar associada ao refluxo gastroesofágico (DRGE), uma condição caracterizada pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago. Esse refluxo constante pode causar diversos problemas:

  • Esofagite erosiva: inflamação do esôfago causada pela exposição repetida ao ácido gástrico, podendo levar a úlceras e sangramentos.
  • Estenose esofágica: cicatrização das lesões no esôfago, resultando no estreitamento da passagem do alimento e dificultando a deglutição.
  • Esôfago de Barrett: uma adaptação do revestimento esofágico devido à agressão constante do ácido, aumentando o risco de câncer de esôfago.

Além do refluxo, a hérnia de hiato pode gerar sintomas como:

  • Azia persistente
  • Sensação de queimação no peito
  • Regurgitação ácida
  • Tosse crônica ou rouquidão

O diagnóstico é geralmente feito por meio de endoscopia digestiva alta, que permite visualizar possíveis alterações no esôfago. 

O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, como evitar alimentos que predispões a ocorrência de refluxo e manter um peso saudável, além do uso de medicamentos para reduzir a acidez estomacal. 

Em casos graves, a cirurgia pode ser necessária para corrigir a hérnia e evitar complicações mais sérias.

Hérnia de hiato e câncer: existe realmente essa relação?

Muitas pessoas se perguntam se a hérnia de hiato pode evoluir para câncer. A resposta direta é que a hérnia em si não é um fator cancerígeno, mas suas complicações podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de esôfago, especialmente em pacientes com refluxo crônico não tratado.

O principal elo entre a hérnia de hiato e o câncer é a esofagite o esôfago de Barrett, uma condição na qual as células do revestimento esofágico sofrem alterações devido à exposição constante ao ácido gástrico. Esse quadro pode evoluir para adenocarcinoma de esôfago, um tipo agressivo de câncer.

Fatores que aumentam o risco de progressão incluem:

  • Refluxo gastroesofágico severo e prolongado
  • Histórico familiar de câncer de esôfago
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool
  • Obesidade e dieta rica em alimentos processados

A melhor forma de prevenir essa evolução é tratar o refluxo de forma eficaz, seja com mudanças alimentares, medicamentos ou, em casos extremos, cirurgia. A maioria dos pacientes que possuem hérnias de hiato pequenas conseguirão controlar bem os sintomas de refluxo com mudanças de hábitos e uso de medicações. No entanto, em alguns casos a cirurgia poderá ser necessária.

O acompanhamento médico regular e a realização de endoscopias periódicas são essenciais para identificar possíveis alterações precoces e evitar complicações graves.

Saiba mais: 10 mitos e verdades sobre hérnia no estômago ou hérnia de hiato.

Equipe Hernia Clinic

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