A hérnia umbilical é uma condição comum, mas pode evoluir para complicações graves como estrangulamento ou infecção. Saiba o que causa essa patologia, quando ela exige atenção médica imediata e quais são os tratamentos mais seguros e eficazes. Entenda mais sobre esse assunto!

A hérnia umbilical ocorre quando existe um orifício na parede muscular do abdômen na região do umbigo, permitindo que parte de um órgão ou tecido intra abdominal se projete pela região.
É uma condição comum em adultos, principalmente mulheres após a gestação ou pessoas com obesidade.
Apesar de geralmente ser inofensiva, pode apresentar complicações sérias como estrangulamento ou infecção.
Neste artigo, abordaremos o que é a hérnia umbilical e suas causas, os riscos associados a casos mais graves e as opções de tratamento para garantir a segurança do paciente. Leia até o final e saiba mais!
O que é hérnia umbilical e quais são suas causas mais comuns?
A hérnia umbilical é caracterizada pela protrusão de uma parte do intestino ou tecido abdominal através de uma abertura na parede abdominal próxima ao umbigo.
Em adultos, a hérnia pode surgir por diversos motivos. As principais causas incluem:
- Obesidade, gravidez múltipla, esforço físico intenso ou histórico de cirurgias abdominais.
- Outros fatores de risco: Acúmulo de líquido no abdômen (ascite) e doenças pulmonares crônicas que causam tosse constante.
Identificar os fatores de risco e realizar exames de rotina pode ajudar a diagnosticar e monitorar a hérnia antes que se tornem necessárias medidas mais invasivas.
Quando a hérnia umbilical pode se tornar perigosa?
Embora frequentemente inofensiva, a hérnia umbilical pode evoluir para situações graves quando não tratada. O principal risco ocorre quando o tecido ou órgão herniado fica preso, resultando em encarceramento ou estrangulamento.
Sinais de alerta incluem:
- Dor intensa e localizada na região do umbigo.
- Inchaço, vermelhidão ou mudanças de cor na pele sobre a hérnia.
- Náuseas, vômitos e dificuldade para evacuar.
- Febre, que pode indicar infecção.
O encarceramento ocorre quando alguma estrutura intra-abdominal fica presa no interior da hérnia, não retornando mais para a cavidade abdominal. Isso pode resultar, por exemplo, em obstrução intestinal e no estrangulamento, quando o fluxo sanguíneo para o tecido preso é interrompido, podendo causar necrose.
Fatores que aumentam o risco:
- Hérnias de grande tamanho.
- Episódios repetidos de aumento da pressão abdominal, como tosse ou esforço físico.
- Diagnóstico tardio ou negligência na busca por tratamento médico.
A identificação precoce dos sintomas é crucial para evitar complicações graves. Em casos de emergência, a cirurgia é geralmente a única solução para prevenir danos permanentes.
Tratamentos e cirurgias: como resolver a hérnia umbilical de forma segura
O tratamento da hérnia umbilical depende da idade do paciente, do tamanho da hérnia e da presença ou ausência de complicações.
A cirurgia é indicada especialmente quando há sintomas, crescimento da hérnia ou risco de complicações.
Opções de cirurgia:
- Hernioplastia aberta: Envolve o fechamento da abertura na parede abdominal e, em muitos casos, o uso de uma tela para reforçar a parede abdominal.
- Hernioplastia laparoscópica: Técnica minimamente invasiva, permite o uso de incisões menores e possibilita recuperação mais rápida.
A recuperação da cirurgia depende do método utilizado, mas na maioria dos casos, os pacientes retornam às atividades normais em poucas semanas.
A prevenção de esforços excessivos e o controle de fatores de risco, como obesidade, são fundamentais para evitar o reaparecimento da condição.
Consultar um médico ao perceber sinais de hérnia umbilical é essencial para evitar complicações e garantir a escolha do melhor tratamento para cada caso.
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